{"id":131,"date":"2023-05-10T11:37:00","date_gmt":"2023-05-10T10:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/?p=131"},"modified":"2024-06-21T15:39:49","modified_gmt":"2024-06-21T14:39:49","slug":"o-papel-do-poder-de-negociacao-do-risco-socio-economico-e-ambiental-e-das-convencoes-de-base-civica-dos-parceiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/2023\/05\/10\/o-papel-do-poder-de-negociacao-do-risco-socio-economico-e-ambiental-e-das-convencoes-de-base-civica-dos-parceiros\/","title":{"rendered":"O papel do poder de negocia\u00e7\u00e3o, do risco socio-econ\u00f3mico e ambiental e das conven\u00e7\u00f5es de base c\u00edvica dos parceiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Por Judith Krauss (Universidade de York) e Eduardo Castro Jr. (Universidade Eduardo Mondlane). <a href=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/2024\/06\/21\/livelihood-changes-during-covid-19-the-role-of-power-risk-and-civic-based-stakeholder-conventions\/\">This blog post is also available in English<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O nosso estudo <strong>&#8216;<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0016718523000325?via%3Dihub\">Compreendendo as mudan\u00e7as nas cadeias de valor do carv\u00e3o vegetal e do Malambe durante o a pandemia do Covid-19 nas zonas rurais de Mo\u00e7ambique: o papel do poder de negocia\u00e7\u00e3o, do risco e das conven\u00e7\u00f5es de base c\u00edvica dos parceiros<\/a>&#8216;<\/strong>, recentemente publicado em\u00a0Geoforum, real\u00e7a a import\u00e2ncia do poder colectivo e dos parceiros e dos parceiros sens\u00edveis as quest\u00f5es sociais na protec\u00e7\u00e3o dos meios de pequenos meios de subsist\u00eancia em tempos de crise.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"550\" src=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Charcoal-bags.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129\" srcset=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Charcoal-bags.jpg 800w, https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Charcoal-bags-300x206.jpg 300w, https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Charcoal-bags-768x528.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Photo credit: Eduardo Castro Jr<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" style=\"font-size:27px\">Impactos das medidas de restri\u00e7\u00e3o da Covid sobre os meios de subsist\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O estudo (realizado por Judith Krauss, Universidade de York, Reino Unido; Eduardo Castro Jr., Universidade Eduardo Mondlane, Mo\u00e7ambique; Andrew Kingman e Milagre Nuvunga, Funda\u00e7\u00e3o MICAIA, Mo\u00e7ambique\/UK; e Casey Ryan, Universidade de Edimburgo) faz parte de um projecto implementado no in\u00edcio da pandemia de Covid em 2020,\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.ed.ac.uk\/land-system-science\/current-projects\/livelihood-impacts-of-coping-with-covid-19-in-rural-africa-cwc\/\">&#8216;Livelihood impacts of coping with Covid-19 in rural Mozambique&#8217;<\/a>\u00a0(CwC). O projecto tra\u00e7ou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0305750X21003727?via%3Dihub\">os impactos diferenciados<\/a>\u00a0do Covid-19 na subsist\u00eancia das comunidades rurais de Mo\u00e7ambique atrav\u00e9s de entrevistas telef\u00f3nicas semanais, salientando que as\u00a0restri\u00e7\u00f5es comerciais e de transporte\u00a0tornaram o acesso ao mercado mais dif\u00edcil ou imposs\u00edvel. Al\u00e9m disso, as\u00a0restri\u00e7\u00f5es relacionadas com o Covid exacerbaram vulnerabilidades socioecon\u00f3micas tais como idade, g\u00e9nero, baixo rendimento, e criaram novas exposi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O estudo mais amplo mostrou, contudo, que as restri\u00e7\u00f5es comerciais e de transporte para reduzir a transmiss\u00e3o de Covid-19, tiveram repercuss\u00f5es muito diferentes para diferentes cadeias de valor dom\u00e9sticas, regionais e globais. Uma vez que os dados emp\u00edricos eram escassos sobre as implica\u00e7\u00f5es do Covid-19 em particular para os meios de subsist\u00eancia locais das partes interessadas da cadeia de valor, realiz\u00e1mos entrevistas telef\u00f3nicas semanais (n=273 de Maio a Julho de 2020) com membros do painel em seis comunidades rurais mo\u00e7ambicanas. Em primeiro lugar a nossa pesquisa rastreou como as cadeias de valor do baob\u00e1 e do carv\u00e3o vegetal foram afectadas pelas Interven\u00e7\u00f5es N\u00e3o Farmac\u00eauticas da Covid, particularmente em termos de meios de subsist\u00eancia dos produtores. Em segundo lugar, perguntamos como \u00e9 que as nossas descobertas podem contribuir para melhorar compreens\u00e3o sobre as assimetrias entre o poder de negocia\u00e7\u00e3o e risco, e tamb\u00e9m como as diferentes orienta\u00e7\u00f5es das partes interessadas da cadeia de valor, afectam os meios de subsist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quadro conceptual: combinar a teoria da conven\u00e7\u00e3o, meios de subsist\u00eancia e cadeias de valor com \u00eanfase no poder e no risco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A nossa lente conceptual combinou a an\u00e1lise da cadeia de valor e da rede de produ\u00e7\u00e3o, a teoria das conven\u00e7\u00f5es e a resili\u00eancia dos meios de subsist\u00eancia centrando-se no poder e no risco. A an\u00e1lise de cadeias de valor e das redes de produ\u00e7\u00e3o permitiu investigar a g\u00e9nese transfronteiri\u00e7a de bens e servi\u00e7os, envolvendo uma multiplicidade de intervenientes dos sectores p\u00fablico e privado. No passado, no entanto, tem-se concentrado predominantemente em empresas de refer\u00eancia, frequentemente sediadas em pa\u00edses ricos, dando menos \u00eanfase aos\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/ia\/iix019\">meios de subsist\u00eancia gerados para os produtores<\/a>\u00a0de subsist\u00eancia\u00a0e \u00e0s\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/epdf\/10.1111\/glob.12325\">prioridades dos mesmos<\/a>. Dado o choque da pandemia de Covid e as suas repercuss\u00f5es nos rendimentos, a resili\u00eancia dos meios de subsist\u00eancia \u00e9 um conceito \u00fatil: &#8220;a capacidade de todas as pessoas atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es para sustentar e melhorar as suas oportunidades de subsist\u00eancia e bem-estar, apesar das perturba\u00e7\u00f5es ambientais, econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nclimate2431\">Tanner et al., 2015<\/a>). Uma \u00eanfase nos meios de subsist\u00eancia gerados atrav\u00e9s de cadeias de valor chama igualmente a aten\u00e7\u00e3o para as\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/ia\/iix019\">assimetrias de poder<\/a>\u00a0de negocia\u00e7\u00e3o e\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/area.12788\">risco<\/a>\u00a0inerentes \u00e0s cadeias de valor, salientando as diferen\u00e7as entre, por exemplo, o poder colectivo das mulheres colectoras de malambe, e o poder de mercado dos compradores \u00e0 grosso de carv\u00e3o vegetal. Devido a estes pontos de partida desiguais entre os pequenos produtores face aos intervenientes mais poderosos nas cadeias de valor, a\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.geoforum.2021.02.002\">teoria da conven\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\u00e9 particularmente importante. De acordo com esta teoria: diferentes intervenientes na cadeia de valor, com diferentes n\u00edveis de poder, ter\u00e3o diferentes entendimentos de &#8220;qualidade&#8221; ou o que mais importa na cadeia de valor.\u00a0Alguns dar\u00e3o prioridade a orienta\u00e7\u00f5es baseadas no mercado, o que significa que o pre\u00e7o ser\u00e1 o factor decisivo, enquanto outros compreender\u00e3o as circunst\u00e2ncias s\u00f3cio-ambientais da produ\u00e7\u00e3o como sendo as mais importantes, com uma perspectiva mais socialmente consciencializada ou &#8220;c\u00edvica&#8221;.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Acreditamos que o quadro que constru\u00edmos ser\u00e1 \u00fatil para al\u00e9m da nossa pesquisa para destacar as implica\u00e7\u00f5es do avan\u00e7o da mudan\u00e7a ambiental, incluindo as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, para os meios de subsist\u00eancia dos intervenientes mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"400\" src=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Covid-blog-2-800x400-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-128\" style=\"width:691px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Covid-blog-2-800x400-1.jpg 800w, https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Covid-blog-2-800x400-1-300x150.jpg 300w, https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/Covid-blog-2-800x400-1-768x384.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Image credit: Andrew Kingman<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00f5es emp\u00edricas: o poder colectivo e a import\u00e2ncia de parceiros com consci\u00eancia social<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Verific\u00e1mos que as restri\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio e transporte da Covid reestruturaram consideravelmente as cadeias de valor, embora de formas diferentes. A cadeia de valor global do malambe continuou a proporcionar rendimentos particularmente \u00e0s mulheres, quando outras fontes de rendimento desapareceram parcial ou totalmente. A raz\u00e3o foi que as partes interessadas com consci\u00eancia c\u00edvica, incluindo uma empresa social envolvendo as mulheres colectoras de malambe e um doador institucional, bem como um organismo de certifica\u00e7\u00e3o, alteraram as suas opera\u00e7\u00f5es para acomodar as restri\u00e7\u00f5es pand\u00e9micas de modo a afastar o risco das partes interessadas mais vulner\u00e1veis da cadeia de valor nos distritos de Guro e Tambara, prov\u00edncia de Manica. Esta din\u00e2mica significou que a empresa social que vende malambe org\u00e2nico em p\u00f3 adquiriu novos compradores tanto a n\u00edvel internacional como dom\u00e9stico, o que significa que a cadeia de valor adquiriu uma dimens\u00e3o dom\u00e9stica\u00a0gra\u00e7as ao poder colectivo das mulheres colectoras e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o c\u00edvica das partes interessadas do sector p\u00fablico, bem como da empresa social.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Pelo contr\u00e1rio, os produtores envolvidos na\u00a0cadeia de valor do carv\u00e3o vegetal dom\u00e9stico, exclusivamente orientada para o mercado, viram as suas oportunidades de venda e rendimentos reduzidos.\u00a0O carv\u00e3o vegetal \u00e9 uma ind\u00fastria semiformal fundamental na \u00c1frica Subsaariana, que produz o principal combust\u00edvel de cozinha para os centros urbanos. Normalmente, os pequenos produtores de carv\u00e3o vegetal nas nossas comunidades dependem da circula\u00e7\u00e3o de comboios para transportar o carv\u00e3o vegetal para centros urbanos como a capital Maputo. No entanto, as restri\u00e7\u00f5es pand\u00e9micas pararam os comboios, o que significa que\u00a0os pequenos produtores de carv\u00e3o passaram a estar inteiramente dependentes da passagem de cami\u00f5es para vender carv\u00e3o, com a sua posi\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o enfraquecida levando a baixos volumes e pre\u00e7os baixos. Consequentemente, as comunidades dependentes do carv\u00e3o em Mabalane e Mapai, prov\u00edncia de Gaza, relataram\u00a0n\u00edveis mais elevados de fome e inseguran\u00e7a alimentar. Ao contr\u00e1rio da cadeia de valor do malambe, a fragmenta\u00e7\u00e3o do produtor significava que\u00a0n\u00e3o havia poder colectivo\u00a0para contestar o poder dos comerciantes ou retalhistas de carv\u00e3o, sendo\u00a0a cadeia de valor exclusivamente dominada por conven\u00e7\u00f5es baseadas no mercado e centradas no pre\u00e7o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Em suma,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0016718523000325?via%3Dihub\">o nosso artigo<\/a>\u00a0argumenta que\u00a0os meios de subsist\u00eancia locais eram mais resistentes ao impacto das Interven\u00e7\u00f5es N\u00e3o Farmac\u00eauticas da Covid se estivessem presentes conven\u00e7\u00f5es de base c\u00edvica e poder colectivo e social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Judith Krauss (Universidade de York) e Eduardo Castro Jr. (Universidade Eduardo Mondlane). This blog post is also available in English. O nosso estudo &#8216;Compreendendo as mudan\u00e7as nas cadeias de valor do carv\u00e3o vegetal e do Malambe durante o a pandemia do Covid-19 nas zonas rurais de Mo\u00e7ambique: o papel do poder de negocia\u00e7\u00e3o, do &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/2023\/05\/10\/o-papel-do-poder-de-negociacao-do-risco-socio-economico-e-ambiental-e-das-convencoes-de-base-civica-dos-parceiros\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">O papel do poder de negocia\u00e7\u00e3o, do risco socio-econ\u00f3mico e ambiental e das conven\u00e7\u00f5es de base c\u00edvica dos parceiros<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":238,"featured_media":130,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-all-blog-posts"],"acf":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2024\/06\/yasmine-arfaoui-G40jEUyEsEk-unsplash.jpg","custom_fields":{"_edit_lock":["1718981421:238"],"_thumbnail_id":["130"],"_wp_old_date":["2024-06-21"]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/238"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.york.ac.uk\/igdc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}